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Seminário Geografia e Gênero

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Como parte dos eventos de comemoração dos 20 anos de existência do Grupo de Estudos e Pesquisas em Geografia, Mulher e Relações Sociais de Gênero (GepGênero), convidamos a todXs a participarem do Seminário Geografia e Gênero: ausências, desafios e estratégias de subversão. O seminário trará importantes discussões em torno dos conceitos de espaço, gênero, sexualidade, raça e classe tendo como base duas importantes obras literárias de autoras atuais e reconhecidas em suas áreas. Trazer à tona esses diálogos são a base para a construção de um mundo menos desigual, já que conhecendo quais são as implicações das reproduções sociais vigentes em nossa sociedade e construindo novas formas de construir identidades e comunidades, criamos novas perspectivas e olhares sobre nosso lugar no mundo. As pesquisadoras do GepGênero irão mediar as discussões e apresentações em torno dos livros. A entrada é gratuita, na Sala Rosa Ester Rossini, no Campus Unir, dia 19 de fevereiro, das 14h30 ...

Fronteiras pra que(m)? Narrativas LGBT e imigração

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Hellen Virgínia, pesquisadora do GepGênero Vivemos a era da informação, das redes sociais, em que pouco pensamos em fronteiras, já que com uma tecla do computador nos comunicamos com qualquer canto do mundo. Mas será mesmo que as fronteiras foram derrubadas? Em um mundo globalizado, com as ditas "facilidades" de transportes rápidos, comunicação massiva e interação mediada, os processos migratórios continuam sendo alvo de ações governamentais exploratórias e comumente preconceituosas em relação à raça, religião, ao gênero e orientação sexual. Com isso em mente é que a pesquisadora do GepGênero, Hellen Virgínia, discute em seu trabalho "Argentina, o destino da liberdade? Narrativas LGBT e intersecções entre gênero, sexualidade, fronteiras e imigração", esse assunto tão delicado.  "Discutir a temática é primordial dentro do cenário socioeconômico mundial, uma vez que o fortalecimento dos discursos de ódio, a xenofobia e homofobia têm ocorrido em esc...

Feijoada Solidária

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Quem aqui não gosta de um feijãozinho preto bem temperado? De uma farofinha crocante? Uma couvezinha com bastante alho? Hmmmmm!! Só de pensar dá água na boca. E pra quem acha que comer é só um processo biológico, está muito enganado. Comida também é geografia, é história, é cultura.  Sabia que a feijoada, como a conhecemos hoje no Brasil, é uma adaptação que foi se dando ao longo de séculos de preparações como a de 'pratos' como a casouela (italiana), o cozido (português), o cassoulet (francês), e por aí vai? Com o nosso jeitinho brasileiro, que pega tudo isso, coloca a 'pimentinha' africana e indígena, e cozinha em fogo lento, desafiamos a quem quer que seja a mostrar uma versão melhor que a nossa.  Juntando a fome com a vontade de comer é que o Gepgênero vai promover nesse 2 de novembro uma Feijoada Solidária. A nossa comida forte e cheia de raízes vai ajudar a levar nossXs pesquisadores à Argentina para o IV Seminário Latino de Geografia, Género y Sexu...

Pela visibilidade indígena

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Foto: Josué Silva Saúde é um assunto de extrema importância em qualquer sociedade e para qualquer pessoa. É difícil imaginarmos não poder ter acesso aos serviços básicos de um atendimento emergencial, por exemplo. Mesmo que no Brasil estejamos condicionados a burocracias e serviços precarizados, de uma forma ou de outra, conseguimos chegar até um posto de saúde, a unidade de urgência e emergência. Mas a verdade é que se pensamos assim, mesmo que nos mínimo, somos privilegiados. Para quem mora em território indígena, a conversa é outra. Seja pela dificuldade geográfica de acesso aos hospitais e serviços básicos, seja pela discriminação ou o descaso público, ser indígena é conhecer de perto esse cenário. É por isso que a graduanda em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), Roneide Soares Nunes, resolveu dedicar a sua pesquisa à saúde do Povo Kaxarari. Seu olhar para a problemática foi despertado em uma visita de campo promovida pelo Programa de Pós-graduaçã...

Artesanato x Artesanal

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O 'fazer com as mãos' e geração de renda Mulheres Kaxarari Nem todos conseguem diferenciar o que é artesanato do que é artesanal. Enquanto que artesanal é propriamente o trabalho manual, o artesanato é o produto feito pela técnica artesanal e que produz objetos pertencentes a chamada cultura popular, seja de povos tradicionais, do folclore ou mitologia. Ter em mente que essas palavras não são sinônimas nos coloca em posição de agregar um valor significativo ao artesanato produzido em determinado contexto social, ainda mais se apontarmos o fator histórico-colonial de que a base da produção artesanal é tida como de responsabilidade feminina. Sendo a mulher a principal produtora do artesanato e também da procriação, aqui não apenas no sentido biológico, mas também de transmissão de conhecimento para as próximas gerações, conectamos importantes laços entre a produção de artesanato de comunidades indígenas e o empoderamento feminino. Neste sentido, as duas p...

Lideranças Femininas - Povo Kaxarari

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MULHERES CACICAS O Povo Kaxarari vive na fronteira entre Rondônia e Amazonas e faz parte de um contexto cultural em que a mulher, até algum tempo atrás, não exercia funções de poder. Entretanto, essa realidade está mudando. Das nove aldeias que formam a Comunidade Kaxarari, três são lideradas por mulheres. Este pequeno documentário entrevista essas três lideranças que contam um pouco sobre a sua história, seus desafios e sua forma de fazer liderança.  Essas mulheres mostraram ao seu povo que as mudanças vieram para ficar. A força feminina superou as barreiras das antigas tradições, facilitando, também, a identificação das demandas femininas e a luta pelos direitos das mulheres indígenas, garantindo melhorias para a qualidade de vida da comunidade. O vídeo faz parte da pesquisa de campo desenvolvida durante a disciplina de Populações Amazônicas do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Rondônia.

Tráfico humano: precisamos falar sobre isso

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Tráfico humano parece coisa de roteiro de filme, mas acontece com mais frequência do que gostaríamos Elisângela é professora universitária e doutoranda em geografia Quando paramos para pensar em tráfico humano, normalmente o que vem às nossas cabeças é o clássico clichê do roteiro hollywoodiano de baixo orçamento em que a mocinha imigrante é alvo de uma quadrilha internacional de prostituição em que o mocinho salva o dia com seus golpes de kung fu. O que poucos sabem ou é pouco comentado é que esse roteiro de cinema é muito mais comum na vida real do que realmente gostaríamos de admitir.  A doutoranda Elisângela Ferreira Menezes, do Programa de Pós-graduação em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia - Unir, dedicou a sua tese a estudar a violência de gênero na fronteira pan-amazônica. Seu trabalho "Precisamos falar sobre o tráfico humano e suas configurações socioespaciais na Pan-Amazônia" foi aceito no IV Seminário Latinoamericano de Geografia, Género ...