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Gênero e Feminicídio

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Por Danúbia Zanotelli Seguindo as indicações do Clube de Leitura do GepGênero, a dica de hoje é para quem quer se aprofundar sobre uma temática delicada, mas extremamente necessária.  Da autora  Jackeline Aparecida Ferreira Romio, a tese de doutorado apresentada ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp como requisito para obtenção do título de doutora, com o nome Feminicídios no Brasil, uma Proposta de Análise com dados do Setor de Saúde, é uma leitura necessária. Apesar da tese ser em Epidemiologia, a pesquisadora utiliza importantes autores das áreas das ciências humanas e/ou sociais, visando apresentar os problemas resultantes das relações desiguais de gênero, apontando a violência, a opressão e o patriarcado como elementos que possibilitam a existência e ocorrência dos fenômenos sociais. A autora aplica o conceito do Feminicídio fazendo uma abordagem sobre a violência de gênero, concomitante a análise de documentos da saúd...

Violência e mulheres indígenas

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 Texto por:  Deborah Monteiro Santos Foto: Terra indígena Kaxarari. Fonte: Josué Silva. Ao longo dos debates promovidos pelo Clube de Leitura do GepGênero nos deparamos com a obra  Violência e mulheres indígenas: justiça comunitária, eficácia das leis e a agência feminina  da doutora em antropologia Ângela Célia Sacchi, referência na temática de gênero e povos indígenas. O texto foi escolhido pois há uma ausência de pesquisas sobre a temática na área da geografia. Durante o processo de colonização houveram diversas formas de contato entre os indígenas e os não indígenas, contatos que implicaram também em diversas formas de violência. Em especial uma violação ao direito fundamental à terra, conquistado por lei na Constituição Federal de 1988, mas batalhado até a atualidade pelos povos indígenas de duas formas: através da luta pela demarcação e/ou pela manutenção dos territórios já demarcados. Dito isso, também encerra-se nessa batalha, a luta das mulheres indígenas, ...

Questão de gênero nas escolas

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Texto por Ziley Alves  O ensino de Geografia, assim como todas as outras disciplinas curriculares, continuam seguindo o padrão branco, heteronormativo, masculino. São séculos de reprodução na pesquisa, na forma de ensinar, nos materiais didáticos. Mas na Geografia já existe uma contracorrente que vem abordando as questões de gênero dentro dessa ciência. A professora e pesquisadora Carmen Lucia Costa, da Universidade Federal de Goiás (UFG), campus Catalão, reflete sobre isso no texto  A Presença e Ausência do Debate de Gênero na Geografia do Ensino Fundamental e Médio , que nós, do GepGênero debatemos no Clube de Leitura.                                            O texto é resultado de uma pesquisa realizada nos anos 2008 e 2009, com bolsa da Prolicen da UFG por Carmem Lúcia como coordenadora do curso de extensão Gênero e diversidade na escola  em parceria c...

Gênero na produção geográfica

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Texto por Maria José No Clube de Leitura do GEPGênero, que acontece todos os sábados, discutimos recentemente sobre o que a geografia vem produzindo sobre gênero na academia. A base da discussão foi o texto da geógrafa Paula Lindo, que desenvolveu este trabalho sobre a temática mapeando esse tipo de produção pelo país. A pesquisa foi resultado de uma licença capacitação pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), instituição da qual ela é professora no campus de Erechim.  A interessantíssima e  vasta pesquisa teve acompanhamento do Grupo de Estudos Territoriais (GETE), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O texto "Gênero e mulheres na recente produção geográfica brasileira: análise de pesquisas entre os anos de 2012 a 2018" foi lido e debatido no grupo com a pesquisadora Maria José comandando a leitura, sempre sob a supervisão e olhar atento da nossa coordenadora, a professora Maria das Graças. Neste artigo, Paula lindo procurou descobrir e mapear como geóg...

Lugar de fala

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Por Roneide Nunes Dentro do movimento feminista, e de organização de mulheres, saber a sua posição na luta é muito importante para entender suas próprias reivindicações, já que ela não é única e universal, passando por vários recortes como os de classe, raça, sexualidade. A autora Djamila Ribeiro, em seu livro "Lugar de fala" diz que quando as feministas brancas lutam pela ideia de um feminismo universal, acabam tirando a voz de outras mulheres, e que isso dificilmente chegará a contemplar uma equidade real dentro da sociedade, pois apaga as múltiplas reivindicações e diferentes posições de luta. Pensar sobre o lugar de fala, é refletir sobre a nossa própria fala. Sueli Carneiro nos mostra que o racismo é um determinante das hierarquias de gênero em nossa sociedade, então, cabe aos movimentos feministas pensarem maneiras de combater essa questão; caso contrário, também acaba contribuindo em manter as relações entre as mulheres hierarquizadas, reproduzindo o discurso hegemônic...

“Diferentes, mas não desiguais!”

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Há alguns meses que o GepGênero vem se encontrando virtualmente todos os sábados para debater textos que apresentam a temática de gênero em suas múltiplas perspectivas, na educação, na economia, na comunidade LGBTQIA+, na agroecologia, na denúncia da violência contra a mulher. No último encontro quem comandou a discussão foi nossa pesquisadora Telma Ferreira com o texto "Gênero e diversidade na escola: formação de professoras/es em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico-raciais", com organização da Equipe do Centro Latino-americano em Sexualidade e Direitos Humanos. Abaixo seguem as observações da pesquisadora sobre a obra. Os slogans  “Diferentes, mas não desiguais!” e “Viva a diferença” são usados para camuflar a realidade de preconceito presente no sistema de ensino brasileiro, dando a entender aos organismos internacionais que o Brasil presa por todos, independentemente de sua raça, cor ou orientação sexual.   Apesar de tentar passar essa imagem...