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Lideranças Femininas - Povo Kaxarari

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MULHERES CACICAS O Povo Kaxarari vive na fronteira entre Rondônia e Amazonas e faz parte de um contexto cultural em que a mulher, até algum tempo atrás, não exercia funções de poder. Entretanto, essa realidade está mudando. Das nove aldeias que formam a Comunidade Kaxarari, três são lideradas por mulheres. Este pequeno documentário entrevista essas três lideranças que contam um pouco sobre a sua história, seus desafios e sua forma de fazer liderança.  Essas mulheres mostraram ao seu povo que as mudanças vieram para ficar. A força feminina superou as barreiras das antigas tradições, facilitando, também, a identificação das demandas femininas e a luta pelos direitos das mulheres indígenas, garantindo melhorias para a qualidade de vida da comunidade. O vídeo faz parte da pesquisa de campo desenvolvida durante a disciplina de Populações Amazônicas do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Rondônia.

Tráfico humano: precisamos falar sobre isso

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Tráfico humano parece coisa de roteiro de filme, mas acontece com mais frequência do que gostaríamos Elisângela é professora universitária e doutoranda em geografia Quando paramos para pensar em tráfico humano, normalmente o que vem às nossas cabeças é o clássico clichê do roteiro hollywoodiano de baixo orçamento em que a mocinha imigrante é alvo de uma quadrilha internacional de prostituição em que o mocinho salva o dia com seus golpes de kung fu. O que poucos sabem ou é pouco comentado é que esse roteiro de cinema é muito mais comum na vida real do que realmente gostaríamos de admitir.  A doutoranda Elisângela Ferreira Menezes, do Programa de Pós-graduação em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia - Unir, dedicou a sua tese a estudar a violência de gênero na fronteira pan-amazônica. Seu trabalho "Precisamos falar sobre o tráfico humano e suas configurações socioespaciais na Pan-Amazônia" foi aceito no IV Seminário Latinoamericano de Geografia, Género ...

Escola e diversidade de gênero

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Gênero e diversidade no espaço escolar: um de/em bate necessário Debater, discutir, trocar experiências, dialogar, polemizar, questionar. Acreditamos que todos esses sinônimos façam parte do percurso do ensino e  aprendizagem, tanto dos alunos quanto dos professores, dentro do âmbito escolar. Mas o que pouco discutimos é a importância de pluralizar esse percurso de forma a abranger o maior número de experiências possível. Mas, o mestre em geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Rondônia, Rogério Nogueira vem nos dar esse alerta com o seu trabalho  Gênero e diversidade no espaço escolar: um de/em bate necessário que foi aprovado para ser apresentado no IV Seminário Latinoamericano de Geografía, Género y Sexualidade, na Argentina. No trabalho ele alerta que a s discussões de gênero, de um modo geral, ainda são vistas e tratadas pela sociedade como um grande tabu, sendo poucas as pessoas que buscam se aprofundar n...

Mulher e representatividade política

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E por quê devemos votar em mulheres... À esquerda Amanda e Wellington e à direita Maiara Marini Está na lei (9504/1997) que 30% das vagas à candidatura política sejam destinadas às mulheres, entretanto, em 2018, o Brasil alcançou apenas 15% da representatividade feminina no congresso. É refletindo sobre essa realidade que os pesquisadores Amanda Michalski, Wellington Durães e Maiara Marini foram aceitos no IV Seminário Latianomericano de Geografía, Género y Sexualidades, na Argentina. Amanda, que é mestranda do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Rondônia - Unir, assim como Wellington e Maiara, ressalta que apesar da lei ser uma conquista importante, ainda não é o suficiente para uma representatividade expressiva. "Por meio de uma análise crítica, podemos perceber o árduo caminho que as mulheres ainda precisam percorrer para, de fato, alcançarem uma real representatividade na política", diz. O trabalho dos pesquisadores, "A ins...

Guerreiras Indígenas

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Associação de Guerreiras Indígenas de Rondônia A Associação de Guerreiras Indígenas de Rondônia (AGIR) nos coloca para confrontar de frente ideias preconcebidas que temos do movimento indigenista brasileiro. Ainda hoje, o não-indígena acredita que só o homem molda os territórios indígenas. E é contra esse pensamento que a mestranda Deborah Monteiro Santos reflete em seu trabalho. A bióloga de formação acabou encontrando no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Rondônia - Unir um ponto chave para a sua militância feminista, o Grupo de Estudos e Pesquisas em geografia, mulher e relações sociais de gênero (GepGênero). O trabalho da pesquisadora "Caracterização do aspecto organizacional da mulher da Terra Indígena Rio Guaporé: um olhar sobre o território", desenvolvido com o GepGênero foi aceito no IV Seminário Latinoamericano de Geografia, género y sexualidades, na Argentina. Deborah teve o contato com a AGIR através do seu trab...

Professora da Floresta

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CONTANDO UM CONTO A pesquisadora Liziane É com um título quase poético que a geógrafa e mestra pelo Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Rondônia - Unir, Liziane Souza Silva, vem contar a história de uma, das muitas vozes da floresta, que são invisibilizadas e silenciadas por uma cultura que coloca a mulher como um indivíduo inferior. Com o trabalho "Professora da Floresta: relatos dos desafios vividos por uma docente nos confins da Amazônia brasileira", Liziane foi aceita no IV Seminário Geografía, Género y Sexualidades, na Argentina. É assim que ela traz luz à história de vida da professora Maria de Lourdes Souza Silva, do município de Mâncio de Lima, no Acre. Mâncio de Lima é conhecido por ser o ponto mais extremo à oeste do território brasileiro, e assim como extremo oeste, extremo também era o percurso de Maria de Lourdes para trabalhar todos os dias. Apesar de uma jornada dura de trabalho, relatada nesta pesquisa, a profe...

Porque um mundo menos machista e homofóbico também se constrói na escola

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Na foto, Mirian (à esquerda) e Madalena (à direita) Porque um mundo menos machista e homofóbico também se constrói na escola A psicóloga e pedagoga Maria Madalena Moreira e a geógrafa e vice-diretora de uma escola Mirian Pereira Suave apostam no ensino como a base de transformação da sociedade. As duas tiveram o seu trabalho aprovado para o IV Seminário de Geografía, Gênero y Sexualidades, na Argentina. Com o título: "Construção geográfica de uma sociedade menos machista e homofóbica: equidade de gênero no espaço escolar" as duas representam o mestrado do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Rondônia - Unir, com a co-orientação nesta pesquisa da professora doutora Maria das Graças Silva, também coordenadora do GepGênero. Com formações diferentes, mas com atuação ativa dentro das escolas, as duas pesquisadores mostram que é possível pensar a geografia como ferramenta para a mudança estrutural de correntes culturais nocivas à nos...